Ainda sem solução, Witzel diz que caso Marielle pode ser encerrado em breve

Governador do Rio afirma que não recebeu provas de interferência ou pressões e promete investir em perícias.

Vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados em 14 de março do ano passado. (Foto: Mídia Ninja)
Vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados em 14 de março do ano passado. (Foto: Mídia Ninja)
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse hoje (3) que não vê sentido em mudar os responsáveis pela investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março do ano passado. Segundo Witzel, o caso deve ser encerrado em breve.

“Pelo que o delegado me falou, em termos de colheita de prova, ele já está avançado. Então, não tem sentido mudar. Acredito que ele vai dar, sim, um encerramento a esse caso em breve”, disse o governador.

Em novembro do ano passado, o então ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que tinha “mais do que certeza” que pessoas poderosas não teriam interesse na elucidação do caso. O governador do RJ destacou que não chegou a ele nenhuma investigação sobre interferência e que o inquérito segue sob sigilo.

“Eu não trabalho com hipóteses. Eu fui juiz federal, fui defensor público e sou um profissional do Direito; eu trabalho com fatos provados”

frisou Witzel.

“Se existe qualquer tipo de interferência e nós tenhamos a investigação necessária para mostrar que a interferência está ocorrendo, nós temos que indiciar, relatar o inquérito, o Ministério Público tem que denunciar e o juiz tem que julgar”, ressaltou.

O governador destacou ainda que não possui nenhum tipo de intenção de interferir nas investigações e que não possui atribuições constitucionais para isso. Ele reconhece que o índice de solução de homicídios no RJ ainda está aquém do necessário. Porém, Witzel conta que observa profissionalismo e que o setor precisa de investimentos para melhorar o desempenho.

Wilson Witzel afirmou ainda que a Polícia Civil foi desestruturada ao longo dos últimos anos e que precisa de meios para investigar e prender criminosos: “Há muita gente recebendo para cometer homicídios”, disse sobre o crime no estado.

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