Contrariando Justiça Eleitoral, Bolsonaro volta a propagar fake news sobre “kit gay”

Em nova inserção eleitoral do candidato na TV e no rádio, candidato do PSL fala sobre um filme com "beijo lésbico" que seria passado para "criancinhas de 6 anos".

Em nova inserção eleitoral do candidato na TV e no rádio, Bolsonaro fala sobre um filme com "beijo lésbico" que seria passado para "criancinhas de 6 anos". (Foto: Reprodução/TV Globo)
Em nova inserção eleitoral do candidato na TV e no rádio, Bolsonaro fala sobre um filme com “beijo lésbico” que seria passado para “criancinhas de 6 anos”. (Foto: Reprodução/TV Globo)
O candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) desrespeitou uma decisão da Justiça Eleitoral, nesta quarta-feira (24), ao insistir na fake news do “kit gay” em uma inserção de 30 segundos que foi ao ar pela TV e pelo rádio.

Na inserção, o capitão da reserva associa a Haddad a veiculação de um filme com “beijo lésbico” para “criancinhas de 6 anos em escola”. O material faria parte do inexistente “kit gay”.

Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou a campanha de Bolsonaro a retirar do ar vídeos que disseminam fake news sobre um livro de sexualidade que o candidato afirmava, equivocadamente, que faria parte do que ele chama de “kit gay” que, para o TSE, nunca existiu. A decisão, na prática, o proibiu de insistir na notícia falsa de que Haddad teria distribuído material impróprio para crianças nas escolas.

Os advogados que representam o PT no âmbito eleitoral já estão cientes da veiculação da nova inserção de Bolsonaro e devem acionar o TSE.

Essa não é a primeira vez que o candidato do PSL propaga informações falsa sobre o Escola Sem Homofobia após decisão da Justiça Eleitoral. Em entrevista para a TV Cidade Verde, do Piauí, concedida ao jornalista Joelson Giordani no sábado (20) e divulgada na última terça-feira (23), Bolsonaro voltou a falar mentiras sobre o “kit gay”, afirmando que Haddad é o criador do programa, diante de uma pergunta sobre violência dentro das escolas.

O projeto ‘Escola sem Homofobia’, chamado de ‘kit gay’ pelos homofóbicos, que, por sua vez, estava dentro do programa Brasil sem Homofobia, do governo federal, em 2004, era voltado à formação de educadores, e não tinha previsão de distribuição do material para alunos. O programa não chegou a ser colocado em prática.
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