Universidade demite professor de medicina que formulou prova com teor homofóbico

Nome do docente que dava aula em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, não foi revelado; denúncias partiram de alunos.

Questão com teor homofóbico em prova de faculdade de medicina de Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Questão com teor homofóbico em prova de faculdade de medicina de Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

A Universidade de Rio Verde (UniRV), no sudoeste de Goiás, exonerou o professor que formulou e aplicou uma prova com teor homofóbico para uma turma do curso de medicina. A exoneração, ocorrida nesta quarta-feira (27) e assinada pelo reitor da instituição, Sebastião Lázaro Pereira, se deu após denúncias anônimas de um grupo de estudantes.

O enunciado da questão afirma que o paciente Davi, de 24 anos, estava com abscesso na nádega “e seu noivo serelepe, ao ver aquele quadro horroroso, ficou tresloucado e furou o abscesso com espinho de limoeiro em um movimento rodopiante de bailarino, imitando um beija-flor”.

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O nome do professor não foi revelado. Na nota em que informa o desligamento, a UniRV afirmou ainda que “repudia veemente a atitude do professor e destaca que esse comportamento isolado não reflete o pensamento da instituição”.

O comunicado pontua ainda que, em 45 anos de existência, a universidade tem como princípio “pugnar pela dignidade da pessoa humana, seus direitos fundamentais, vedando quaisquer discriminações filosóficas, políticas, religiosas, raciais, de gênero ou classe”.

Por fim, a UniRV alegou que visa “difundir os valores éticos e de liberdade”, respeitando sempre os “princípios de respeito e valorização às diferenças”.

Revolta

A prova, de acordo com o grupo de estudantes, foi aplicada na semana passada para os 67 estudantes da disciplina de clínica cirúrgica, do 5º período de medicina. Um dos alunos, que preferiu não se identificar por medo de represália, criticou a postura do professor.

“Medicina é uma profissão a serviço da saúde da comunidade. Então, um professor elaborar uma questão desse cunho… Ele não tem que criar nenhum tipo de discriminação, independentemente da questão orientação da pessoa”, afirmou.

“Foi uma questão elaborada por ele mesmo e que foi de cunho extremamente homofóbico”, completou o estudante.

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