Rio de Janeiro poderá ter presídio exclusivo para pessoas LGBT

Medida dependerá de resultado de estudo e de consulta a detentos.

A entrada do presídio de Bangu: lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais podem ter cadeia especial. (Foto: Arquivo)
A entrada do presídio de Bangu: lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais podem ter cadeia especial. (Foto: Arquivo)
A Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap) do Estado do Rio de Janeiro vai estudar a criação de um presídio exclusivo para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Essa será uma das medidas analisadas pela Coordenação de Unidades Prisionais Femininas e Cidadania LGBT, criada esta semana. Atualmente, os detentos LGBT estão em diversas cadeias do sistema, como o Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho, no Complexo de Gericinó, e o Presídio Evaristo de Moraes, em São Cristóvão.

De acordo com Ana Cristina Faulhaber, coordenadora do novo setor, primeiramente será feito um estudo da população carcerária LGBT, e haverá uma consulta aos detentos. “Precisamos ouvir o que os presos acham da ideia. Não se cria qualquer política sem ouvir a população e ver qual é a sua necessidade. Precisamos estudar todos os dados e políticas possíveis. O secretário (David Anthony) quer que ocorram projetos diferenciados”, comentou.

A coordenadora também pretende criar políticas específicas para as mulheres nas cadeias. Segundo Ana Cristina, uma delas é a uniformização de todos os procedimentos de revista nas unidades prisionais, além da humanização dos espaços onde as detentas recebem visitas dos filhos.

“A intenção é tornar o Rio uma referência nacional com essas políticas, da mesma forma que a Unidade Materno Infantil (UMI) o é. Estamos com grandes expectativas”, acrescenta a coordenadora.

Ana Cristina foi diretora da UMI por quase seis anos. A unidade, voltada para presas que acabam de ter filhos, foi uma das quatro no país consideradas “modelos de boas práticas no atendimento à mulher” pelo Conselho Nacional de Justiça.

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